Um incêndio que destruiu a caminhonete do ex-apresentador de TV Lelinho dos Santos Kapich, na madrugada desta quarta-feira (8), em Juína (MT), está sendo investigado pela Polícia Civil. O veículo, uma Ford Ranger recém-reformada e avaliada em cerca de R$ 59 mil, estava estacionado na propriedade do comunicador quando foi tomado pelo fogo, por volta das 5h30 da manhã.
Segundo Lelinho, câmeras de segurança do local tiveram o foco alterado por volta das 2h50, horas antes do incêndio. O fogo foi percebido por vizinhos, que acionaram o Corpo de Bombeiros Militar, conseguindo conter as chamas antes que se alastrassem.
Em entrevista à imprensa local, o ex-apresentador levantou a hipótese de que o incêndio possa estar ligado a uma disputa judicial com um ex-inquilino. Ele contou que, no início do ano, alugou um imóvel de sua propriedade, localizado no Setor Industrial, para um morador de Juara. O contrato previa uso estritamente residencial, mas o espaço acabou sendo transformado em uma boate, o que deu início a uma série de desentendimentos.
“Quando fui falar com ele, ele afirmou que era para fazer show, mas observei que o aluguel do imóvel não foi para esse fim”, relatou Lelinho.
De acordo com ele, o inquilino descumpriu o contrato e atrasou o pagamento das contas de energia, o que motivou a rescisão contratual. Apesar de notificado para deixar o local até o dia 5 de junho, o ocupante permaneceu por mais três meses, o que resultou em ações judiciais e uma ordem de despejo. Durante o conflito, Lelinho afirma ter sofrido ameaças diretas, inclusive por parte de pessoas ligadas à boate.
“Soube pelo gerente que o chefe dizia que ia incendiar tudo. E agora, depois disso, fico sem saber o que pensar”, declarou.
Além das ameaças, o ex-apresentador relatou danos materiais em sua propriedade, como a destruição de uma palmeira imperial avaliada em mais de R$ 20 mil, desligamentos de energia e possíveis ligações irregulares no padrão elétrico, o que ele espera que seja apurado pela concessionária Energisa.
Com o imóvel já retomado, Lelinho afirma temer pela própria segurança.
“A Polícia tem ciência dos fatos, mas ainda não posso acusar ninguém. Só quero que investiguem, porque temo pela minha vida. O clima está pesado para acontecer alguma coisa”, concluiu.
A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar as imagens das câmeras de segurança e ouvir testemunhas para esclarecer as circunstâncias do incêndio.
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