O Ministério Público Federal (MPF) notificou a União para prestar esclarecimentos sobre as ações adotadas para combater a atuação da facção criminosa Comando Vermelho em áreas de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada no oeste de Mato Grosso. A medida foi tomada após denúncias de que o grupo passou a exercer domínio sobre parte das atividades ilegais desenvolvidas na região.
De acordo com o MPF, a presença da organização criminosa representa um agravamento da situação de insegurança na Terra Indígena Sararé, onde o garimpo ilegal já provoca impactos ambientais, conflitos e ameaça às comunidades indígenas. A preocupação é que o avanço da facção fortaleça a exploração clandestina de recursos minerais e aumente os episódios de violência.
No documento encaminhado ao Governo Federal, o Ministério Público solicita informações sobre as medidas de fiscalização, segurança e proteção adotadas para conter a atuação criminosa no território. Também pede detalhes sobre as ações integradas entre órgãos federais responsáveis pela defesa dos povos indígenas, do meio ambiente e da segurança pública.
A Terra Indígena Sararé tem sido alvo constante de invasões por garimpeiros ilegais e, nos últimos anos, tornou-se uma das áreas mais críticas do estado em relação à mineração clandestina. Investigações apontam que organizações criminosas passaram a financiar e controlar parte da atividade, utilizando o garimpo como fonte de recursos financeiros.
O MPF destaca que a proteção das terras indígenas é responsabilidade da União e reforça que o Estado deve garantir a integridade física das comunidades, impedir novas invasões e combater a atuação de organizações criminosas na região.
Até o momento, a União ainda não havia divulgado resposta oficial aos questionamentos apresentados pelo Ministério Público Federa
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