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Terça-feira, 02 de Junho de 2026

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MP pede investigação contra delegado por suspeita de mentir durante julgamento de policial em Cuiabá

Ministério Público aponta possíveis contradições em depoimento de delegado e solicita apuração da Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso

MP pede investigação contra delegado por suspeita de mentir durante julgamento de policial em Cuiabá
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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitou a abertura de uma investigação contra o delegado Guilherme de Carvalho Bertoli por suspeita de falso testemunho durante o julgamento do investigador de polícia Mário Wilson da Silva Gonçalves, condenado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em Cuiabá.

O pedido foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil após promotores identificarem possíveis inconsistências entre as declarações prestadas pelo delegado em juízo e as provas reunidas ao longo da investigação. Segundo o Ministério Público, as versões apresentadas poderiam ter favorecido a defesa do investigador condenado.

De acordo com a requisição, Bertoli afirmou ter recebido uma ligação de Mário Wilson logo após o crime, na qual o investigador teria relatado ter matado um “noiado”. O delegado também declarou ter encontrado supostos papelotes de droga próximos à vítima quando chegou ao local da ocorrência. No entanto, o Ministério Público sustenta que essas informações não aparecem em boletins de ocorrência, laudos periciais ou demais documentos oficiais produzidos durante a apuração do caso.

Os promotores destacam ainda que nenhuma substância entorpecente foi apreendida na cena do crime e que testemunhas ouvidas durante a investigação não confirmaram a versão apresentada pelo delegado. Além disso, dois delegados que atuaram no caso teriam informado que não receberam qualquer comunicação sobre a suposta existência de drogas no local.

Outro ponto levantado pelo Ministério Público é que, apesar de afirmar ter sido a primeira autoridade policial a chegar à cena do crime, Bertoli não teria adotado medidas para preservar o local nem determinado a apreensão do material que alegou ter encontrado. Para os promotores, os fatos podem indicar possível falso testemunho e eventual descumprimento de deveres funcionais.

O caso agora deverá ser analisado pela Corregedoria da Polícia Civil, que decidirá sobre a instauração de procedimento para apurar a conduta do delegado. Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação oficial de Guilherme Bertoli ou da Polícia Civil sobre as acusações.

FONTE/CRÉDITOS: G1MT
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Carla Araújo

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Carla Araújo

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