Nos últimos dias, o Brasil tem enfrentado um surto de intoxicações por metanol associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Até o momento, foram notificados 43 casos suspeitos, sendo 39 no estado de São Paulo e 4 em Pernambuco. Desses, 10 casos foram confirmados por análise laboratorial, e 1 óbito já foi confirmado, enquanto outros 5 seguem em investigação.
O metanol é um álcool industrial utilizado principalmente como solvente e combustível. Sua ingestão pode causar sérios danos à saúde, incluindo náuseas, vômitos, dor abdominal, visão turva ou perda de visão, confusão mental e até coma. Sem tratamento adequado, a intoxicação pode levar à morte ou a sequelas permanentes, como cegueira irreversível
O metanol é ilegalmente adicionado a bebidas alcoólicas para aumentar o volume e reduzir custos. Falsificadores utilizam metanol em destilados como gin, vodka e uísque, que são comercializados de forma irregular em festas ou estabelecimentos não regulamentados. Em alguns casos, investigações indicam que o metanol utilizado para adulterar as bebidas pode ser o mesmo importado ilegalmente por organizações criminosas para fraudar combustíveis.
O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação para monitorar os casos e coordenar as ações de resposta. Além disso, o governo de São Paulo interditou seis estabelecimentos e intensificou as fiscalizações para combater a venda de bebidas adulteradas.
Como se proteger?
Compre bebidas alcoólicas apenas em estabelecimentos confiáveis, verificando a presença de lacres de segurança, rótulos legíveis e informações como CNPJ, número de lote e data de validade.
Evite consumir bebidas adquiridas em festas ou locais informais, onde a procedência é desconhecida.
Esteja atento aos sintomas de intoxicação por metanol, que podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão e incluem dor abdominal, visão turva, confusão mental e náusea.
Em caso de suspeita de intoxicação, procure atendimento médico imediato. O tratamento inclui a administração de etanol como antídoto, hidratação intravenosa e monitoramento intensivo.
A população deve estar atenta e denunciar qualquer atividade suspeita às autoridades competentes para prevenir novos casos e proteger a saúde pública.

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